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15/09/2026

Reforma Tributária: o que sua empresa precisa fazer em 2026 para se preparar para 2027?

Entenda os principais impactos da transição e o que sua empresa já pode começar a fazer.

A Reforma Tributária já começou.

E, para as empresas, 2026 não é apenas um ano para acompanhar as notícias: é um período de adaptação.

A transição para o novo modelo de tributação do consumo envolve mudanças em tributos, documentos fiscais, sistemas, processos e planejamento.

Entre os principais novos tributos estão o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

Por isso, quanto antes a empresa entender os impactos sobre sua operação, melhor poderá se preparar para 2027 e para as etapas seguintes da transição.


O que é a Reforma Tributária?

A Reforma Tributária do Consumo foi estruturada para modificar a tributação sobre bens e serviços no Brasil.

Entre as principais mudanças estão a criação do IBS e da CBS e a substituição gradual de tributos atuais, como PIS/Cofins, ICMS e ISS, ao longo do período de transição.

A implantação, porém, não acontece de uma vez.

Existe um cronograma de transição que se estende por vários anos.

Por isso, empresas precisam acompanhar não apenas o modelo final, mas também as regras de cada etapa.


O que acontece em 2026?

2026 é um ano de teste e adaptação.

A Receita Federal estabeleceu orientações para a entrada em vigor da CBS e do IBS e para a adequação dos documentos fiscais eletrônicos.

Isso significa que sistemas, processos fiscais e emissão de documentos precisam estar preparados para as novas exigências.

O empresário não precisa entender sozinho todos os detalhes técnicos da Reforma.

Mas precisa entender o que muda para a própria empresa.


E o que muda em 2027?

2027 representa uma nova etapa importante da transição.

Entre as mudanças previstas está a extinção do PIS e da Cofins e a cobrança da CBS em um novo formato, além da continuidade da implantação do IBS.

Para empresas do Simples Nacional, também houve atualizações importantes.

O Comitê Gestor do Simples Nacional regulamentou a incorporação do IBS e da CBS ao regime, com efeitos, em regra, a partir de 1º de janeiro de 2027.


O Simples Nacional vai acabar?

Não.

A Reforma Tributária não significa o fim do Simples Nacional.

O regime continua existindo, mas suas regras estão sendo adaptadas ao novo sistema tributário.

Inclusive, para empresas que desejam ingressar no Simples Nacional em 2027, a opção precisa ser realizada entre 1º e 30 de setembro de 2026.

Isso representa uma mudança importante no calendário de decisão das empresas.


O que sua empresa precisa fazer agora?

Não é necessário esperar 2027 chegar para começar.


Algumas medidas podem ser tomadas desde já.

1. Entender como a Reforma afeta sua operação

Cada empresa possui uma realidade diferente.

O impacto pode variar de acordo com atividade, produtos, serviços, localização, clientes e modelo de operação.


2. Revisar o cadastro dos produtos e serviços

Informações fiscais incorretas podem gerar problemas ainda maiores em um ambiente tributário mais complexo.

Por isso, cadastros precisam estar organizados e atualizados.


3. Avaliar os sistemas utilizados

ERP, emissão de notas, integrações e sistemas financeiros precisam acompanhar as mudanças.

Uma empresa não deve descobrir que seu sistema não está preparado no momento em que uma nova obrigação já estiver valendo.


4. Revisar processos fiscais

A Reforma Tributária também exige atenção aos processos internos.

Não adianta ter um sistema atualizado se os dados enviados pela empresa estão incorretos.


5. Avaliar contratos e formação de preços

As mudanças tributárias podem impactar a formação de preços e a análise de margem.

Empresas que trabalham com contratos de longo prazo também precisam avaliar os efeitos da transição.


6. Rever o planejamento tributário

A escolha do regime tributário e as decisões relacionadas à estrutura da empresa precisam considerar o cenário futuro.

Isso é especialmente importante para empresas que estão crescendo.


E para empresas do regime normal?

A atenção deve ser redobrada.

Empresas fora do Simples Nacional precisam acompanhar as mudanças nos documentos fiscais, sistemas, apuração e aproveitamento de créditos.

O novo sistema modifica a lógica da tributação sobre o consumo, e a preparação não deve ficar restrita ao departamento fiscal.

Financeiro, comercial, compras, tecnologia e gestão também podem ser impactados.


E para o e-commerce?

O e-commerce merece uma atenção especial.

Empresas que vendem pela internet podem lidar com:

  • diferentes estados;
  • marketplaces;
  • vendas para consumidor final;
  • múltiplos meios de pagamento;
  • diferentes produtos;
  • operações interestaduais;
  • plataformas digitais.

Além disso, a própria legislação da Reforma Tributária prevê regras específicas relacionadas às plataformas digitais.

Por isso, o e-commerce precisa olhar para a Reforma também como uma questão de operação e margem, e não apenas de imposto.


Não deixe a Reforma Tributária para 2027

Uma das maiores armadilhas é esperar a mudança acontecer para começar a se adaptar.

Quando uma obrigação entra em vigor, a empresa precisa estar preparada.

E preparação envolve tempo.

É preciso revisar sistemas, processos, cadastros, documentos, contratos, preços e planejamento.


Conclusão

A Reforma Tributária será uma das maiores mudanças na estrutura tributária brasileira em décadas.

Mas a empresa não precisa esperar o modelo definitivo para começar a agir.

2026 é o momento de entender o impacto, identificar pontos de atenção e preparar a operação para as próximas etapas.

A Reforma Tributária não deve ser tratada apenas como uma mudança de impostos. Ela também é uma mudança de planejamento.

A Múltipla acompanha as mudanças tributárias para ajudar sua empresa a entender o que realmente importa para a sua operação.

Se sua empresa ainda não avaliou os impactos da Reforma Tributária, este é o momento de começar.

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